Laboratório é um dos três do Paraná que oferecem exame, fundamental para o sucesso de transplantes
O Laboratório de Imunogenética (Imunogen), da Universidade Estadual de Maringá (UEM), passou a ofertar exames de Crossmatch (prova cruzada) a partir de janeiro deste ano. O exame identifica se pacientes na fila de espera por um órgão são compatíveis com possíveis doadores, o que ajuda a evitar a rejeição do transplante.
A codiretora do Imunogen e professora da UEM, Larissa Bahls, explica que, com a implantação do exame, o Laboratório passa a ofertar todos os exames de histocompatibilidade pré-transplante necessários. Esses exames avaliam a compatibilidade entre doadores e receptores de órgãos.
“Antes, um laboratório privado realizava os exames de Crossmatch em Maringá. Em 2021, esse laboratório encerrou as atividades e os exames foram transferidos para o Laboratório de Histocompatibilidade da Universidade Estadual de Londrina (UEL)”, explica Larissa.
Desde então, os pacientes precisavam se deslocar até Londrina para realizar o exame, etapa decisiva para a realização de um transplante bem-sucedido. Agora, eles podem fazer o procedimento em Maringá, pelo Imunogen. “Isso garante economia de tempo, melhora a qualidade de vida dos pacientes e reduz os gastos da saúde pública com o transporte até Londrina, custeado pelo SUS”, destaca a codiretora.
Em parceria com o Hospital Universitário Regional da UEM (HUM), quatro novos profissionais passaram a atuar no Imunogen para garantir a qualidade dos serviços e dos plantões.
O primeiro transplante viabilizado com um exame de Crossmatch realizado na UEM ocorreu no dia 13 deste mês, no Hospital Santa Rita. Assim, o Imunogen passa a integrar o grupo dos três laboratórios do Paraná que oferecem esse exame: Curitiba, Londrina e Maringá.
O Laboratório atende, gratuitamente por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), os 30 municípios da 15ª Regional de Saúde, além de regiões como Paranavaí e Cianorte, conforme definição da Central de Transplantes do Paraná. No ano passado, o Imunogen também iniciou um projeto para desenvolver um algoritmo capaz de prever a rejeição em transplantes renais, com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio do Ministério da Saúde.
*Texto redigido por Luiza da Costa, bolsista ADC do CNPq/Imunogen.

